"As guerras pelo reconhecimento, quer travadas individualmente ou coletivamente, em geral se desenrolam em duas frentes, embora tropas e armas se desloquem entre as linhas de fronteira, dependendo da posição conquistada ou atribuída segundo a hierarquia de poder. Numa das frentes, a identidade escolhida e preferida é contraposta, principalmente, às obstinadas sobras das identidades antigas, abandonadas e abominadas, escolhidas ou impostas no passado. Na outra frente, as pressões de outras identidades, maquiadas e impostas (estereótipos, estigmas, rótulos), promovidas por 'forças inimigas', são enfrentadas e - caso se vença a batalha - repelidas" (BAUMAN, 2005, p. 44-45).
""masculino" e "feminino" são criações culturais e, como tal, são comportamentos apreendidos através do processo de socialização que condiciona diferentemente os sexos para cumprirem funções sociais específicas e diversas. Essa aprendizagem é um processo social. Aprendemos a ser homens e mulheres e aceitar como "naturais" as relações de poder entre os sexos" (ALVES; PITANGUY, 1985, p. 55).
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