Afirmar uma identidade só faz sentido porque faz parte de uma cadeia de negociações: ser algo só significa porque não é outra coisa. O mesmo ocorre com a questão da diferença, que se constitui como tal apenas em relação às afirmações de identidade. (SILVA, 2007, 75).
A representação e marcação da identidade se dão por meio dos símbolos. Segundo Woodward (2007, p. 10), "existe uma associação entre a identidade da pessoa e as coisas que a pessoa usa".
Essa identidade que se dá por meio da diferença e é marcada por símbolos, é vista também como construída no discurso, pois as posições assumidas pelos sujeitos implicam sua identidade. "Os sujeitos são, assim, sujeitados ao discurso e devem, eles próprios, assumi-lo como indivíduos que, dessa forma, se posicionam a si próprios. As posições que assumimos e com as quais nos identificamos constituem nossas identidades." (WOODWARD, 2007, p. 55).
"Os sentidos então se dão conforme posição tomada pelo sujeito, porém esse mesmo sujeito é produzido pelo discurso a partir de formas discursivas. Sendo assim, diante das inúmeras discussões a respeito da identidade e das perspectivas de abordagem dessa noção, é no cruzamento entre o sujeito e as práticas discursivas que a identificação será apreendida (HALL, 2007). Tal identificação, na perspectiva discursiva, é tido como processo nunca completado, pois a qualquer momento ela pode ser sustentada ou abandonada." (LACHI; NAVARRO, 2012).